Há 16 anos Sérgio Sanchez, Beto Neves, e Beto Placco mantém viva a memória do grupo que influenciou música e comportamento no mundo todo.
Durante três décadas, eles se contentaram em colecionar discos e fotografias, comprar tudo e um pouco mais que tivesse a marca The Beatles e tocar apenas para os amigos mais íntimos o repertório que havia consagrado seus grandes ídolos. Porém, logo na primeira apresentação pública, eles puderam experimentar o gostinho do sucesso deixado pelos garotos de Liverpool.
Em abril de 1993, The Beatles Again subiam pela primeira vez no palco da sede social do Clube Araraquarense e iniciavam uma história de sucesso e muitos seguidores. Da primeira formação, estão o publicitário Sérgio Sanchez (guitarra, voz e violão) e o médico Beto Neves (teclados, guitarra, voz e gaita). O músico Fábio Russi (contrabaixo) passou a integrar a banda meses após, e o corretor de seguros Beto Placco (bateria e vocais), apenas um ano depois e em substituição a José Abi, que deixava o grupo. Em fevereiro de 2006 o baixista Fábio Russi deu lugar a Daniel Mattos no baixo e vocais.
"Tínhamos trabalhos paralelos, mas éramos todos músicos que gostavam dos Beatles, da musicalidade deles e da boa música que influenciou várias gerações", conta Sérgio Sanchez.
Apesar da repercussão inicial, eles acreditam que a exposição da banda veio mesmo durante a participação no The Beatles Festival 2001, em Ribeirão Preto, quando o grupo ficou entre as três melhores bandas do Brasil. "Parecia que éramos um time, que a cidade toda acompanhava e torcia. Os veículos de comunicação da cidade também fizeram muita divulgação do assunto e passamos a tocar mais", conta Beto Neves. Este momento também ficou marcado por promover o crescimento estrutural da banda, a inclusão de novos instrumentos, shows mais elaborados e até a utilização de roupas que se tornaram clássicas com os Beatles.
"Nós admiramos todos os Beatles e acreditamos que todos contribuíram para o sucesso do grupo. Até o Ringo Starr, o mais limitado musicalmente, foi importante para a união da banda, para apagar as fogueiras e amenizar as brigas internas", explica Beto Placco.
"O modo de vida dos Beatles influenciou todo o mundo, até mesmo os mais jovens. A separação do quarteto foi uma desilusão completa. Embora estivesse sendo anunciada há seis meses, provocou uma verdadeira comoção. Eles terminaram na hora certa mas, mesmo o Paul não conseguiu reeditar o mesmo sucesso da banda", diz Beto Neves, o mais fanático e o único a ir a Liverpool conhecer o templo sagrado do pop rock mundial.